Letras de Músicas

Esta música, fui eu que compus. Para ela também fiz uma letra, a qual pode ser vista nesta página. Longe me vai o desejo de igualar-me aos grandes compositores e poetas brasileiros; todavia, espero sinceramente que gostem deste chorinho inédito.

Nesta página, você encontrá letras de muitas músicas brasileiras. Algumas delas são muito conhecidas, outras nem tanto. Optei por colocar letras de antigas serestas, características de meu estado, Minas Gerais, embora eu pretenda ainda escrever letras de vários tipos de músicas tradicionais do cancioneiro popular brasileiro, tão rico e vasto.

Espero que aproveitem este pequeno conjunto de letras. Meu desejo é ter muitas outras entre as que agora estão aqui. Ficaria, inclusive, muito agradecido pelas letras que recebesse de visitantes interessados em divulgar um pouco mais nossas músicas e cantigas populares.

Escolha uma dentre as letras abaixo, clicando sobre o seu link:

A Barca "La Barca"

A Praça

A Saudade Mata a Gente

A Você

Amar Sem Ter Amado

Amor Imortal

Argumento

Algum Dia te Direi

Dileta

Eu não existo sem você

Agora "Ahora"

Amo-te Muito

As Rosas não Falam

Canção do Exército

Cabelos Brancos

Cisne Branco

Chalana

chuá chuá

É a Ti Flor do Céu

Elvira Escuta

Eu Sonhei que tu Estavas tão Linda

Fascinação

Felicidade

Fiz a Cama na Varanda

Foi uma Pedra que Rolou

Hino da Independência

Hino dos Aviadores Brasileiros

Lágrimas d'alma

Longe dos Olhos

Mentirosa

Meu Último Luar

Não me sais do Pensamento

Nunca Mais

Outras Mulheres

Pálida Morena

Peixe Vivo

Pic-Nic Trágico

Quem foi?

Receita

Remorsos Tardios

Saudade de Nova Era

Saudade de Você

Tantum Ergum

Terra Seca

Um Cavaquinho na Madrugada





Saudade de Você

Chorinho
Silvio Caldas/Billy Blanco

Ai, quanta saudade de você,não sei porque
Ai, quanta saudade de você
Com você bem perto estou brigando,
Se você está longe estou chorando.
Ai, quanta saudade de você.

Você deve saber o que é saudade,
Pois eu lhe ensinei o que é o amor
E amor quando nao doi nao é o amor na realidade
acabe mais depressa que o perfume de uma flor,
Ai, quanta saudade de você.

intervalo.
Ai, quanta saudade de você,não sei porque
Ai, quanta saudade de você
Com você bem perto estou brigando,
Se você está longe estou chorando
. Ai, quanta saudade de você.

Você deve saber o que é saudade,
Pois eu lhe ensinei o que é o amor
E amor quando nao doi nao é o amor na realidade
acabe mais depressa que o perfume de uma flor,
Ai, quanta saudade de você.

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Cabelos Brancos

Chorinho
Marino Pinto e Herivelto Martins

Não falem desta mulher perto de mim
Não falem prá não lembrar minha dor
Não falem prá não lembrar minha dor
Já fui moço, já gozei a mocidade
Se me lembro dela me dá saudade
Por ela vivo aos trancos e barrancos
Respeitem ao menos os meus cabelos brancos.

Ninguém viveu a vida que eu vivi
Ninguém sofreu na vida o que eu sofri
As lágrimas sentidas, os meus sorrisos francos
Refletem-se hoje em dia,
Nos meus cabelos brancos.
Agora, em homenagem ao meu fim
Não falem desta mulher perto de mim.

Já fui moço, já gozei a mocidade
Se me lembro dela me dá saudade
Por ela vivo aos trancos e barrancos
Respeitem ao menos os meus cabelos brancos.

Ninguém viveu a vida que eu vivi
Ninguém sofreu na vida o que eu sofri
As lágrimas sentidas, os meus sorrisos francos
Refletem-se hoje em dia,
Nos meus cabelos brancos.

Agora, em homenagem ao meu fim
Não falem desta mulher perto de mim.

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Amar Sem Ter Amado

Valsa
Zequinha de Abreu/Nero Demosthenes

 
Sei que amar,
É sofrimento é dissabor,
É viver num penar,
Todo cheio de dor,
Tem certeza, mas é melhor,
Do que morrer e não ter amado.
Não gozar do encantado sabor,
Deste sonhar olhado.

Ò Deus quanto é belo,
Dar o nosso beijo,
De sublime anhelo,
Que doçura que isso tem
Mas quanto é tristonho,
Não ter este sonho,
E enfim, terminar,
Sem poder amar.

Intervalo:

Sei que amar,
É sofrimento é dissabor,
É viver num penar,
Todo cheio de dor,
Tem certeza, mas é melhor,
Do que morrer e não ter amado.
Não gozar do encantado sabor,
Deste sonhar olhado.

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Foi uma Pedra que Rolou

Chorinho
Sílvio Caldas/Pedro Caetano

 
Me levavas jurando ter grande afeiçao por mim
Tu foste embora me deixando triste assim
Isto é cruel, meu Deus do Céu,
Isto é demais, isto é pecado,
E não se deixa um homem assim
abandonado.

Eu que era crente e digo o mesmo prá você,
estou desiludido.
Destruiste o castelo,
Tão bonito que eu havia construído
Tens um coração de pedra,
falsidade igual ä tua ainda não vi,
Vou viver te maldizendo,
E maldizendo o dia em que te conheci,

Foi uma pedra que rolou da ribanceira
da desilusão.
E redundou, e redundou na causa morte,
Do meu pobre, do meu pobre coração,
E eu que já pensava ter um pedacinho
Pequenino de felicidade.
Vi tudo desmoronado,
E destruído pela tua falsidade.

Me levava jurando ter grande afeição por mim
Tu foste embora me deixando triste assim
Is é cruel, meu Deus do Céu isto é demais,
Is é pecado, e não se deixa um homem assim
abandonado.

intervalo:
Foi uma pedra que rolou da ribanceira
da desilusão.
E redundou, e redundou na causa morte,
Do meu pobre, do meu pobre coração,
E eu que já pensava ter um pedacinho
Pequenino de felicidade.
Vi tudo desmoronado,
E destruído pela tua falsidade.

Me levava jurando ter grande afeição por mim
Tu foste embora me deixando triste assim
Is é cruel, meu Deus do Céu isto é demais,
Is é pecado, e não se deixa um homem assim
abandonado.

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Agora "Ahora"

Dó menor
Bolero
Dom Fabian

 
Agora,
Que somos um para o outro,
Estamos,
Em corpo e alma unidos.
Quizera,
Que tu soubesses querida,
Que agora,
És tudo na minha vida.
Te juro,
Compartilhando esta sorte.
Tão juntos,
Como a vida e a morte.
Agora,
Que somos um para o outro.
Estamos,
Em corpo e alma, unidos.

Te juro...
Compartilhando esta sorte.
Tão juntos,
Como a vida e a morte.
Agora,
Que somos um para o outro
Estamos,
Em corpo e alma unidos.

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A Praça

Marcha
Carlos Imperial

Hoje eu acordei com saudades de você,
Beijei aquela foto que você me ofertou,
Sentei naquele banco da pracinha só porque,
Foi lá que começou o nosso amor.

Senti que os passarinhos todos me reconheceram,
Pois eles endenderam toda a minha solidão,
Ficaram tão tristonhos e até emudeceram,
Aí então eu fiz esta canção:

A mesma praça, o mesmo banco,
As mesmas flores o mesmo jardim,
Tudo é igual mas estou triste,
Porque não tenho você perto de mim.(estribilho).

Beijei aquela árvore tão linda onde eu,
Com meu canivete um coraçao eu desenhei,
Escrevi no coração o meu nome junto ao seu,
E meu grande amor então jurei.

O guarda ainda é o mesmo que um dia me pegou,
Roubando uma rosa amarela prá você,
Ainda tem balanço, tem gangorra, meu amor,
Crianças que não param de correr(estribilho).

Aquele bom velhinho pipoqueiro foi quem viu,
Quando envergonhado, de amor eu lhe falei,
Ainda é o mesmo sorveteiro que assistiu,
Ao primeiro beijo que lhe dei.

E a gente vai crescendo, vai crescendo, o tempo passa,
E nunca esquece a felicidade que encontrou,
Sempre eu vou lembrar do nosso banco lá na praça,
Foi lá que começou o nosso amor(estribilho).

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Pic-Nic Trágico

Germano bonencase/Gomes de Almeida

 
Adeus querida, meu supremo amor,
Foste tu que me abriste a ferida,
Sufocou o meu peito de dor.

E aquele pranto de despedida,
Destruiu a todo o encanto,
Do sol de minha vida.

Hei de sofrer, talvez,
Por muito tempo, em vão,
Até chegar a vez,
De me expandir assim,
Aqui nesta oração,
Na dor de um triste adeus.
Contrito aos olhos teus,
Roubarei teu perdão para mim.

Ó Não me negues, bem,
Ouvi teu trovador,
Que de saudoso tem,
O teu ferino amor,

Se no meu leito, a morte,
Quiser levar-me algum dia,
Vive em quem não suporte,
A cruz nefasta, desta agonia.

Adeus querida, meu supremo amor,
Foste tu que me abriste a ferida,
Sufocou o meu peito de dor.

E aquele pranto de despedida,
Destruiu a todo o encanto,
Do sol de minha vida.

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Amor Imortal

Zequinha de Abreu e João de Barros

 
Ai, quem me dera sentir
De novo o teu olhar,
Brilhando sem intervir
O teu doce,
Olhar que me faz rir,
Abrindo-me o porvir,
Fazendo-me gozar.

Toda aventura que mora,
No teu olhar cintilante,
Vem da tristeza que mora,
No peito meu todo instante

Vivo assim a desventura,
E o coração sempre diz,
Que este amor que hoje assim me tortura,
É o que me faz feliz.

Dize-me um instante só na vida,
Mente, mas dize-me por favor,
Que ainda vive querida,
O nosso imenso amor, o nosso imenso amor.

Mente, um só instante ainda,
Mente, mas tarde o ideal,
A ilusão doce vida,
De um amor imortal

Intervalo:

Vivo assim a desventura,
E o coração sempre diz,
Que este amor que hoje assim me tortura,
É o que me faz feliz.

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Dileta

Candido das Neves

 
Nesta noite prateada,
Minha terna e doce amada,
A chamar-te insinua,
Nos acordes desta lira,
Que de amor geme e suspira,
Ante o arvor meigo da lua.

No rendado da neblina,
Mais parece uma cortina,
De uma festa de noivado,
A lua é a noiva bela,
Recostada na janela,
De um palácio constelado.

Desperta,
Vem matar o meu desejo,
A minhalma vaga incerta,
À procura do teu beijo,
Dileta,
Tu, formosa, e eu, poéta,
Quero por nos tristes versos meus,
As linhas dos beijos teus.

Intervalo:

Desperta,
Vem matar o meu desejo,
A minhalma vaga incerta,
À procura do teu beijo,
Dileta,
Tu, formosa e eu, poéta,
Quero por nos tristes versos meus,
As linhas dos beijos teus.

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Longe dos Olhos

Zequinha de Abreu e Salvador José de Moraes

 
Ente em que minhalma crê,
Farol dos meus vis olhos,
Minhalma a tua vê,
Lá mesmo longe dos olhos,
Longe bem longe de mim
Ai! quem me dera sentir,
De novo o teu olhar,
Brilhando sem intervir,
O teu doce olhar que me faz sorrir,
Abrindo-me o porvir,
Fazendo-me gosar.

Longe, longe dos olhos,
Perto do coração,
Tu és um vivo e eterno clarão,
Que domina a sorrir meus vís olhos,

Intervalo:

Ente em que minhalma crê,
Farol dos meus vis olhos,
Minhalma a tua vê,
Lá mesmo longe dos olhos,
Longe bem longe de mim
Ai! quem me dera sentir,
De novo o teu olhar,
Brilhando sem intervir,
O teu doce olhar que me faz sorrir,
Abrindo-me o porvir,
Fazendo-me gosar.

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Mentirosa

Paraguassu

 
Ao te ver a vez primeira,
Com este olhar de feiticeira,
A minhalma se perdeu,
Logo então vagou incerta,
No delírio desta festa,
Nosso amor se converteu.

Foi num beijo verdadeiro,
Que trocamos, o primeiro,
A selar o nosso amor,
E depois desse momento,
Só me deste de tormento,
Me tornaste um sofredor.

Mentirosa,
Enganaste a minha vida,
Tua injúria,
Inda sangra-me a ferida,
Mentirosa,
No partir das minhas dores,
Maldirei os teus amores,
Que fizeram-me sofrer.

Invervalo:

E depois deste momento,
Para um outro te entregaste,
Com volúpia e destemor,
Esquecendo o juramento,
Que fizeste monumento,
Junto ao pé do Redentor.

Quis odiar-te mas nao pude,
Suportei o golpe rude,
Que me deste sem piedade,
Fui seguindo o meu caminho,
Fui-me embora sem carinho,
Sou feliz sem ter saudade.

Mentirosa,
Enganaste a minha vida,
Tua injúria,
Inda sangra-me a ferida,
Mentirosa,
No partir das minhas dores,
Maldirei os teus amores,
Que fizeram-me sofrer.

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Meu Último Luar

Waldemar Henrique

 
Se tu não vens,
Sabendo que te espero,
Morrendo a suspirar por ti,
Andam lírios rezando ao luar,
É minhalma que os manda rezar,

E tu nao vens,
Talvez pressagiando,
Que a vida vai findando em mim
Preferiste teu beijo guardar,
Para quem melhor te pudesse beijar.

Sinto-me morrer nesta desilusão,
Deixando em meu jardim,
Os lírios a rezar.
É o maior consolo do meu coração,
Morrer assim, aos poucos,
Perante a luz deste luar.

Há no meu olhar,
Um mórbido langor, a nevoar,
Morro sem teu beijo, amor.

Intervalo:

Se tu não vens,
Sabendo que te espero,
Morrendo a suspirar por ti,
Andam lírios rezando ao luar,
É minhalma que os manda rezar,

E tu nao vens,
Talvez pressagiando,
Que a vida vai findando em mim
Preferiste teu beijo guardar,
Para quem melhor te pudesse beijar.

Sinto-me morrer nesta desilusão,
Deixando em meu jardim,
Os lírios a rezar.
É o maior consolo do meu coração,
Morrer assim, aos poucos,
Perante a luz deste luar.

Há no meu olhar,
Um mórbido langor, a nevoar,
Morro sem teu beijo, amor.

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Não me sais do Pensamento

Arnaldo Meirelles e Moacir Braga

 
Um mundo de alegria eu trago no meu coração,
Nos olhos, nostalgina, nos lábios secos, uma canção,
Em cada canto, encontro encanto,deslumbramento,
Jamais a tua imagem me sai do pensamento.

Recordo com saudade, os dias de felicidade,
Que passei ao teu lado despreocupado a cantar,
Hoje me anima a esperança de voltar,
De novo o teu sorriso contemplar.

Horas inteiras passo fitando o teu retrato,
Iluminado pela luz do teu olhar,
Que não se cansa nem esmorece,
Porque uma prece animadora,
Consoladora, nos meus lábios vive a bailar.

Não sinto o tempo que tu passas zombando,
Extasiado eu vou vivendo sempre contente,
Pois a tua imagem escultural,
Com seu fulgor, e de presente,
Não sai da mente, ó meu amor.

Intervalo:

Recordo com saudade, os dias de felicidade,
Que passei ao teu lado despreocupado a cantar,
Hoje me anima a esperança de voltar,
De novo o teu sorriso contemplar.

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Nunca Mais

Paraguassu

 
Nunca mais um beijo meu terás,
Nunca mais ó nunca mais,
Jurei matar esta cruel paixão fatal,
Que me tem feito tanto mal.

Eu não quero mais o teu amor,
Que tornou-me um sofredor,
Ensinou-me por maldade,
A sofrer tanta saudade,
Tanta mágoa e tanta dor.

Declamado:

E por tudo o quanto já sofri,
Pelos versos que te dei,
Adorar-te para sempre, ouvís,
Mas fizeste-me infeliz,
Porque nao tens dó de mim.

Há de chorar,
Ai! como eu chorei,
Quando souberes amar,
Como eu amei.

Há de sentir,
Como é negro o meu sofrer,
Pois quem ama nao descansa,
Até morrer.

Intervalo:

Também juro que hei de me vingar,
Hei de ti fazer chorar,
Há de sentir a dor de uma cruel paixão,
Até sangrar o coração,

E depois eu hei de perseguir,
O teu martírio atróz, a rir,
Hei de ver que tua mágoa,
De teus olhos rasos d água,
Eu também te sei ferir.

Há de chorar,
Ai! como eu chorei,
Quando souberes amar,
Como eu amei.

Há de sentir,
Como é negro o meu sofrer,
Pois quem ama nao descansa,
Até morrer.

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Remorso Tardio

Ângelo Taverna e Osvaldo de Barros

 
Nestas noite sem luar,
Sinto a negra solidão,
Eu, saudoso seresteiro,
Me ponho a cantar,

Com ternura e com amor,
Pois já foi meu teu coração,
Não posso me conter,ao ver
Eu sinto ao longe um clarão

A apoiar e a resplender,
O céu,
O remorso me envolve como um
tenebroso véu.

Quando lentamente, a noite desce,
sobre a Terra eu sinto,
Algo bem feliz,
Que vem ferir meu coração.
Um não sei que prá castigar,
Pelo mal que te causei
E que me fez sofrer assim, sofrer por meu desdém
Meu bem mereço-lhe agora eu quero
arrependido implorar

Eu imploro teu perdão, porém,
Sem esperança pois,
Sei bem que tens razão.
Se hoje em serenata eu choro,
O meu penar pelo que fiz,
Sei que é tarde, deploro, então,
Por não te fazer feliz
Intervalo:

Quando lentamente, a noite desce,
sobre a Terra eu sinto,
Algo bem feliz,
Que vem ferir meu coração.
Um não sei que prá castigar,
Pelo mal que te causei
E que me fez sofrer assim, sofrer por meu desdém
Meu bem mereço-lhe agora eu quero
arrependido implorar.

Eu imploro teu perdão, porém,
Sem esperança pois,
Sei bem que tens razão.
Se hoje em serenata eu choro,
O meu penar pelo que fiz,
Sei que é tarde, deploro, então,
Por não te fazer feliz.

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A Barca "La Barca"

Dó menor
Bolero
Roberto Cantoral

 
Sei que vais partir mas, não te esqueço
Tu, que da minha vida és a razão
Estou perdido de amor, porisso padeço
Por um capricho do teu coração

Soubeste cativar meus sentimentos
Me deste o amor que eu sonhei
Terminaram para mim os sofrimentos
Desde a primeira noite em que te amei

Hoje, minha tristeza e amargura
Porque tua barca vai partir
Vais singrar outros mares de loucura
Nem tudo que seduz nos faz sorrir

Quando a luz que está brilhando for se apagando
E decidas, cançada de vagar
Lembra-te que daqui estarei esperando
Para que tu decidas regressar

Voltar na segunda estrofe até ao fim

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Algum Dia te Direi

Valsa
Felisberto Martins-Cristovão de Alencar

 
Eu tenho um segredo pra ti revelar
Desde a primeira vez que ti vi
Mas eu nao sei confessar
tudo o que sinto por ti
Algum dia eu direi
que ti amo com fervor
e que nao sei viver sem teu amor
Algum dia eu direi
ao beijar os labios seus
nunca mais tu fugirás dos braços meus, meu amor
Nesse dia me dirás
apertando minha mão
é teu amor ,só teu, meu coração

Algum dia eu direi
ao beijar os lábios teus
nunca mais tu fugirás dos braços meus, meu amor
nesse dia me dirás
apertando minha mão
é teu amor, só teu, meu coração.

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Quem foi?

Chorinho
Carlos Galhardo

 

Quem foi que causou todo o mal que nos aconteceu?
Quem foi de nós dois, o culpado de tudo afinal?
Quem foi?
Me responde se acaso fui eu.
Ou se foi a maldita tendência
que sempre tiveste para o mal.

Eu peço, eu rogo, eu imploro a Deus sem temer
e castigue quem faça sofrer um de nós que errou
ou não me peças perdão,
para mim foi cruel a traição
Ferido de morte está meu coração.

Eu peço, eu rogo, eu imploro a Deus sem temer
e castigue, quem faça sofrer o que mais que errou.
Você mulher, prevaricou.
Não nega, eu não sou delator.
Respeita o meu sofrimento,
e não mente por favor.
Não nega, confessa,
você profanou nosso ninho de amor.

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Peixe Vivo

Dó maior
Coreto Diamantinense
Tradicional

 

Zum, zum, zum, lá no meio do mar.
Zum, zum, zum, lá no meio do mar.

É o vento que nos atrasa.
É o mar que nos atrapalha
Para no porto chegar.

Zum, zum zum, lá no meio do mar... {Bis
Como pode o peixo vivo
Viver fora d’água fria, {Bis
Como poderei viver,
Como poderei viver
Sem a tua, sem a tua, sem a tua companhia.

Os Pastores desta aldeia
Já me fazem zombaria {Bis
Por me ver andar chorando,
Por me ver andar chorando
Sem a tua, sem a tua,
Sem a tua companhi.
O Rio de São Francisco
Corre de noite e de dia {Bis
Só o tempo é que não corre,
Só o tempo é que não corre,
Sem a tua, sem a tua, sem a tua companhia.

Zum, zum, zum, lá no meio do mar {Bis

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Pálida Morena

Canção
Freire Júnior

Beijei a tua boca e adormeci
Sonhei que era feliz junto de ti.
Eu vi nos olhos teus, linda criança,
a cor que simboliza a esperança.

Pensei que fosses, minha, oh ilusão,
julguei me pertencer teu coração
momentos de prazer e felicidade
eu queria sonhar na realidade.

Oh sonho de ilusão que se desfaz
aquela de olhos meigos e tão tristonhos,
mulher é uma mulher igual às mais.
A pálida morena dos meus sonhos.

Adeus, não quero ver-te nunca mais.
Os teus ohos me ferem, são punhais.
Teu beijo é um veneno de tortura
e manda um mortal pra sepultura.

Porém, triste consolo de paixão
ninguém conquistará teu coração.
Tu dás o teu amor a quem quiseres
e a quem quiser o teu amor, mulher...

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Lágrimas D'alma

Bolero
Boni, Vila Señor

Depois de um dia chuvoso,
o céu todo escurece.
Neste instante começa minhalma a padecer.
Recordo aquela tarde a nossa despedida,
por ser um dia como este nunca pude esquecer.

Por isso quando chove me invadem as lembranças.
Me cubro e desespero da horrível escuridão
e as lágrimas d'alma misturam-se com a chuva.
E a noite com o seu manto me traz recordação.

E assim inconsciente, meu pensamento implora
que nosso céu clareie e volte a ser feliz.

Depois de um dia chuvoso,
o céu todo escurece.
Neste instante começa minhalma a padecer.
Recordo aquela tarde a nossa despedida,
por ser um dia como este nunca pude esquecer.

Por isso quando chove me invadem as lembranças.
Me cubro e desespero da horrível escuridão
e as lágrimas d'alma misturam-se com a chuva.
E a noite com o seu manto me traz recordação.{bis}

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Outras Mulheres

Wilson Baptista e Jorge da Costa
Interpretação: Carlos Galhardo

É por causa de vocês, outras mulheres,
Que ela já não é a mesma para mim,
Não, Não!

É por causa de vocês, outras mulheres,
Que eu e ela já chegamos ao fim...

Vocês me fizeram leviano,
Vocês me ajudaram a fracassar...
É por causa de vocês, outras mulheres,
Que ela vai me abandonar...

Sempre quiz as nossas contas,
Sempre fui um leviano,
E a coitada padeceu...

De joelho imploro,
Vocês devem, me esquecer...
Sem vocês eu vivo, outras mulheres!
Mas, sem ela, não posso viver!
(bis, até "abandonar")
(intervalo tocado)
canta-se de novo, do princípio até "abandonar"
Tocado, e finalizaçao.

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Receita

Samba Canção
Ataulpho Alves e J.B. Filho
Interpretação: Carlos Galhardo

Um lápis,
Um pedaço de papel,
Uma saudade cruel,
Um coração, cheio de paixão,
Batendo,
Por alguém que a gente adora,
Alguém,
Por quem a gente chora,
Assim, nasce um samba-canção.

Com esses quatro elementos principais,
Vem as trilhas, quase sempre naturais,
E, juntamente, bem suave melodia,
E a gente canta, com cadência e harmonia.

Um coração, faz o cérebro sonhar,
E a imagem ressurgir em nosso olhar,
E a gente canta, em um samba sem valor,
A dolorosa e triste história deste amor.
Côro: (primeira estrofe)

Um lápis, um pedaço de papel,
Uma saudade cruel,
Um coração, cheio de paixão,
Batendo,
Por alguém que a gente adora,
Alguém,
Por quem a gente chora,
Assim, nasce um samba-canção.

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Terra Seca

Samba Canção
Ari Barroso
Interpretação: Noite Ilustrada

O nego tá moiado de suó,
Trabaia, trabaia, trabaia nego
Trabaia, trabaia, trabaia neto
A mão do nego tá que é calo só,
Trabaia, trabaia, trabaia, nego
Trabaia, trabaia, trabaia, nego
Ai, meu sinhô...
Nego tá veio,
E não aguenta esta terra tão dura, tão seca e pueirenta...
Nego pede licença prá pará.
Trabaia, trabaia, trabaia, nego
Trabaia, trabaia, trabaia, nego
Nego não pode mais trabaiá.
Quando nego chegou por aqui,
Era mais vivo e ligeiro que o Saci...
Varava estes rios, estes campos,
Estas matas sem fim,
Nego era jovem e a vida,
Um brinquedo prá mim.
Mas, esse tempo passou,
E esta terra secou...
E a velhice chegou, e o brinquedo quebrou,
Sinhô, nego véio tem pena de ter se acabado,
Sinhô, nego véio carrega, este corpo cansado,
Intervalo
Sinhô, nego véio carrega este corpo cansado,
O nego cansou
De trabaiá

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Argumento

Samba Canção
Adelino Moreira

Sei que este argumento é muito pobre
Mas sabendo quanto és nobre
Sei que podes perdoar
Sei que este farrapo de desculpa
Não redime a minha culpa
Mas enfim eu vou tentar
Sei que fui ousado no meu gesto
Não ouvindo teu protesto
Para ouvir meu coração
Sei que uma desculpa não redime
Meu pecado quase crime
De um beijo sem permissão
Mas se fui pecador condeno a lua
Que abandonou a rua
E fugiu com o luar
Pois ela adivinhando o meu desejo
Provocou aquele beijo
E assim me fez pecar
Se impetuoso fui tem compaixão
E em nome do amor suplico o teu perdão
Perdoa meu amor este pecado
Sublime impulso de te haver beijado

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A Saudade

Samba Canção
João de Barro
Antônio Almeida

Fiz meu rancho na beira do rio
Meu amor foi comigo morar
Muitas vezes nas noites de frio
Meu bem me abraçava
Prá me agasalhar...
Mas agora, meu bem,
Vou-me embora,
Vou-me embora e não sei
Se vou voltar...
A saudade nas noites de frio
Em meu peito vazio virá se aninhar...
A saudade mata a gente, morena,
A saudade é dor pungente, morena!
A saudade mata a gente...

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A Você

Valsa
Ataulfo Alves
Aldo Cabral

Em você,
Tudo é encantamento
Em você,
Tudo é deslumbramento
Você traduz
Sonhos de Luz, anjo divino,
Quase uma dádiva do céu
em meu destino....

(Refrão)
Em você,
eu encontrei, querida,
a realização,
do que sonhei na vida...
Em você,
Na expressão da verdade,
És minha apoteose
de felicidade.

Seu olhar me fascina
Seu falar domina,
Seu sorriso é um sorriso de santa...
Seu andar macio nos encanta,
Nas linhas do seu corpo, um perfume de amor
Embriagador...
Em que você pra mim,
É encarnação,
Desta canção.
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Eu não existo sem você

Samba Canção
Antônio Carlos Jobim e
Vinícios de Morais

Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que, nada neste mundo
Levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
E todo o grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenho medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham p'ra você.
Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
E eu nao existo sem você.

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Amo-te Muito

Dó maior
Canção
João Chaves

 
Amo-te muito, como as flores amam
O frio orvalho que o infinito chora.
Amo-te como o sabiá da praia
Ama a sangüínea e deslumbrante aurora.
 
Oh! Não te esqueças que te amo assim.
Oh! Não te esqueças nunca mais de mim.
 
Amo-te muito como a onda à praia
e a praia à onda, que a vem beijar...
Amo-te tanto como a branca pérola
Ama as entranhas do infinito mar.
 
Amo-te muito, como a brisa aos campos
e o bardo à lua derramando luz.
Amo-te tanto quanto amo o gozo
e Cristo amou ardentemente a cruz.

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As Rosas não Falam

Mi menor
Samba-canção
Cartola

 

Bate outra vez,
Com esperançao, o meu coração
Pois já vai terminando o verão, enfim,
Volto ao jardim,
Com a certeza que devo chorar,
Pois bem sei que não queres voltar
Para mim.
Queixo-me às rosas,
Mas, que bobagem, as rosas não falam,
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai...
Devias vir para ver os meus olhos tristonhos
E, que sabe, sonhavas os meus sonhos, por fim.

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Chalana

Fá maior
Guarânia
Mário Zan
Arlindo Pinto

 

Lá vai a chalana, bem longe se vai,
Riscando o remanso do Rio Paraguai.
Ah! Chalana, sem querer,
Tu aumentas minha dor.
Nestas águas tão serenas,
Vai levando meu amor.

E, assim, ela se foi,
Nem de mim se despediu.
A chalana vai sumindo,
Lá na curva do rio.
E, se ela vai magoada,
Eu bem sei que tem razão,
Fui ingrato e feri
O seu pobre coração.

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Chuá-Chuá

Pedro de sá e Ary Machado

 

Deixa a cidade, formosa morena,
Linda pequena,
E volta ao sertão
Beber a água da fonte que canta,
Que se levanta
No meio do chão.
Se tu nasceste cabrocha cheirosa,
Cheirando a rosa
Do peito da terra,
Volta pra vida serena da roça,
Daquela palhoça
Do alto da serra.

E a fonte a cantá,
Chuá, chuá.
E as água a corrê,
Chuê, chuê.
Parece que alguém,
Que cheio de mágua,
Deixasse que há de
Dizer a saudade,
No meio das água,
Rolando também.

A lua branca de luz prateada
Faz a jornada,
No alto dos céus,
Como se fosse uma sombra
Altaneira
Da cachoeira,
Fazendo escarcéus.
Quando a luz lá na altura distante,
Loira ofegante,
Na ponte a cair,
Dá-me essa trova que o pinho
Descerra,
Que eu volto pra serra,
Que eu quero partir.

E a fonte a cantá...

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É a Ti Flor do Céu

Esta modinha: "É a ti flor do céu", gerou, em 1969, uma "guerra" entre o Serro, Santa Luzia, Diamantina e Montes Claros, cada cidade desejando ser a sua "Terra Natal". Ganhou Diamantina, berço de Teodomiro Alves Pereira e Modesto A. Ferreira, seus autores. Na época, a "guerra" teve repercussão nacional, ajudando a imortalizar mais ainda esta melodia.

Mi maior
Modinha
Teodomiro Alves Pereira
Modesto A. Ferreira

 

É a ti flor do céu que me refiro
Neste trino de amor, nesta canção,
Vestal dos sonhos meus, por quem
Suspiro
E sinto palpitar meu coração.
Vestal dos sonhos meus, por quem
Suspiro
E sinto palpitar meu coração

Ó dias de risonhas primaveras,
Ó noites de luar que eu tanto amei,
Ó tardes de verão, ditosa era,
Em que junto de ti amor gozei.

Não te esqueças de mim, por piedade,
Um só dia, um só instante,
Um só momento.
Não me lembro de ti
Sem Ter saudade,
Nem me podes fugir
Do pensamento.

Quem me dera
Outra vez esse passado.
Essa era ditosa em que vivi.
Quantas vezes na lira debruçado,
Cantando em teu colo adormeci.

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Elvira Escuta

Mi maior
(tradicional)
Canção
José Marcelo de Andrade

Elvira escuta os meus gemidos
Que aos teus ouvidos irão chegar.
Não sejas traidora, tem dó de mim,
Tem dó dest’alma que te sabe amar.
Se tu me amas como eu te amo,
Eu te prometo não te desprezar.
Não sejas traidora, tem dó de mim,
Tem dó dest’alma que te sabe amar.
Teu coração é um rochedo,
Este rochedo é meu penar.
Não sejas traidora, tem dó de mim,
Tem dó dest’alma que te sabe amar.
Sobe a escada, vem devagar,
Elvira dorme, pode acordar.
Não sejas traidora, tem dó de mim,
Tem dó dest’alma que te sabe amar.
Ainda mesmo depois de morta,
As tuas faces eu irei beijar.
Não sejas traidora, tem dó de mim,
Tem dó desta’alma que te sabe amar.

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Eu Sonhei que tu Estavas tão Linda

Lá maior
Valsa
Lamartine Babo e Francisco Mattoso

Eu sonhei que tu estavas täo linda...
Numa festa de raro esplendor.
Teu vestido de baile... Lembro ainda:
Era branco, todo branco, meu amor!
A orquestra tocou umas valsas dolentes,
Tomei-te aos braços, fomos dançando, ambos
Silentes...
E os pares que rodeavam entre nós
Diziam coisas, trocavam juras a meia voz
Violinos enchiam o ar de emoções
E de desejos uma centena de corações...
Pra despertar teu ciúme, tentei flertar alguém...
Mas tu não flertaste ninguém!...
Olhavas só para mim,
Vitórias de amor cantei,
Mas foi tudo um sonho... acordei!

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Fascinação

Lá maior
Valsa
F. D. Marchetti e M. de Feraudy
Versão: Armando Louzada

Os sonhos mais lindos sonhei,
De quimeras mil meus castelos ergui
E no teu olhar, tonto de emoção,
Com sofreguidão, mil venturas vivi.
O teu corpo é luz, sedução,
Poema divino cheio de esplendor.
Teu sorriso prende, inebria, entontece,
És fascinação, amor.
A sorrir, a cantar e a beijar
Nossas bocas se uniam, então.
E os campos, sorrindo, viviam
E, nos vendo, as flores se abriam.
Mas, um destino mau certo dia chegou
E sem o teu meu coração ficou.
Hoje, sombra sou do que fui,
Minhas ilusões o destino levou.
Nada mais existe desde que partiste
E em meu coração só saudade ficou.
Vivo com o passado a sonhar,
Vendo-te, ainda, em meu coração.
Mas tudo promessas, quimeras, mentiras
Da tua fascinação.

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Felicidade

Lá maior
Toada
Lupicínio Rodrigues

Felicidade foi-se embora
E a saudade no meu peito
Ainda mora e é por isso que eu gosto
Lá de fora, aonde sei que a falsidade
não vigora.
A minha casa fica lá de trás do mundo,
Onde vou em um segundo,
Quando começo a pensar.
E o pensamento parece uma coisas à toa
Mas, como é que a gente voa
Quando começa a pensar!

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Fiz a Cama na Varanda

Sol maior
Xote
Dilu Mello e Ovídio Chaves

Fiz a cama na varanda, me esqueci do cobertor.
Deu um vento na roseira (ai, meus cuidados)
Me cobriu todo de flor.
Menina, minha menina, ai,
Não faça assim como eu
Que vivo morto de pena,
Porque ninguém me escolheu.
Fiz a cama na varanda,
Me deitei pensando em ti,
Deu um vento na roseira (ai, meus cuidados)
E eu, de sono, me esqueci.

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Tantum Ergo

Canto Gregoriano
Letra Tradicional

Tantum ergo
Sacraméntum venerémur cérnui,
Et antíquum documéntum novo cedat rítui.
Præstetfides suppleméntum sénsuum deféctui.
A men.

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Saudade de Nova Era

Lá menor
Valsa
Antônio Walter

Lembro de ti Nova Era
De um tempo bom que passou
De uma infinda saudade
Dentro em meu peito ficou.

A capalinha no alto
Nos faz lembrar São José
Traz Novas Eras pra vida
E Também Novas Eras de fé.

Tenho um sincero desejo
De um dia poder te rever
E então te dizer entre beijos
Sou feliz, posso agora morrer.

Adeus São José da Lagoa
Terra de gente boa
A aaudade é demais.
Tu és uma estrela encantada
Em noite enluarada
No céus de Minas Gerais.

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Um Cavaquinho na Madrugada

Lá menor
Chorinho
Geraldo Magela Pereira (sou eu mesmo!)

Os seresteiros,
quando chega a madrugada
se reúnem na calçada
e cantam versos ao luar...
E o cavaquinho,
dá começo à batucada,
acordando a bem-amada,
com vontade de dançar!

Cai o sereno,
Sobre as cordas afinadas,
e até mesmo a passarada,
erra as horas para escutar...
E da janela, a morena apaixonada,
ouve a turma da calçada,
com desejos no olhar!

Na madrugada,
o luar tem poesia!
O seresteiro não tem hora pra chegar,
ninguém se importa, se começa um novo dia,
pois qualquer hora, é hora boa pra cantar!

E um chorinho bem gostoso é dedilhado,
E o povo todo chega perto pra olhar,
A pinga boa quima o peito da moçada,
A fuzarca vira a noite, até o dia clarear.

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Hino da Independência

Marcha
Letra: Evaristo Ferreira de Freitas
Música: D. Pedro I

 
Já podeis, da Pátria filhos
Ver contente a Mãe gentil:
Já raiou a Liberdade
No horizonte do Brasil.

Brava gente brasileira,
Longe vá temor servil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjavam
Da perfídia astuto ardil
Houve mãos mais poderosas,
Zombou deles, o Brasil.

Brava gente brasileira,
Longe vá temor servil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

O Real Herdeiro Augusto
Conhecendo o engano vil,
Em despeito dos tiranos,
Quis ficar no seu Brasil.

Brava gente brasileira,
Longe vá temor servil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Revoavam sombras tristes,
Da cruel guerra civil,
Mas fugiram apressados
Vendo o anjo do Brasil.

Brava gente brasileira,
Longe vá temor servil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Mal soou na serra ao longe,
Nosso grito varonil,
Nos imensos ombros, logo,
A cabeça ergue o Brasil.

Brava gente brasileira,
Longe vá temor servil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Filhos, clamam, caros filhos,
E depois de afrontas mil
Que a vingar a negra injúria,
Vem chamar-nos, o Brasil.

Brava gente brasileira,
Longe vá temor servil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.

Brava gente brasileira,
Longe vá temor servil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Mostra Pedro a vossa frente
Alma intrépida e viril,
Tendes nele, Digno Chefe,
Deste império do Brasil.

Brava gente brasileira,
Longe vá temor servil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns, ó brasileiros,
Já com garbo juvenil;
Do Universo, entre as nações
Resplandece a do Brasil.

Brava gente brasileira,
Longe vá temor servil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

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Canção do Exército

Marcha
Letra: Capitão Cassulo de Melo
Música: Major Alberto Augusto Martins e P. de Magalhães

 

nós somos da Pátria a guarda
Fiéis soldados,
Por ela amados.
Nas cores de nossa farda
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.

Em nosso valor se encerra
Toda a esperança
Que um povo alcança
Quando altiva for a terra.
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.

A paz queremos com fervor,
A guerra só nos causa dor.
Porém, se a Pátria amada
For um dia ultrajada,
Lutaremos sem temor.

Como é sublime
Saber amar,
Com a alma adorar,
A terra onde se nasce!
Amor febril
Pelo Brasil
No coração
Nosso que passe.

E quando a nação querida,
Frente ao inimigo,
Correr perigo,
Se dermos por ela a vida
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.

Assim ao Brasil faremos
Oferta igual
De amor final.
E a ti, Pátria, salvaremos!
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.

A paz queremos com fervor,
A guerra só nos causa dor.
Porém, se a Pátria amada
For um dia ultrajada,
Lutaremos sem temor.

Como é sublime
Saber amar,
Com a alma adorar,
A terra onde se nasce!

Amor febril
Pelo Brasil
No coração
Nosso que passe.

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Cisne Branco (Canção do Marinheiro)

Marcha
Letra: Benedito Xavier de Macedo
Música: Antônio do Espírito Santo

 
Qual cisne branco em noite de lua
Vai deslizando num lago azul,
O meu navio também flutua
Nos verdes mares, de norte a sul.

Linda galera que em noite apagada
Vai navegando num mar imenso,
Nos traz saudades da terra amada
Da Pátria minha em que tanto penso.

Qual linda graça
Que aí vai cruzando os ares,
Vai navegando
Sob um belo céu de anil,
A minha galera
Também vai cruzando os mares;
Os verdes mares,
Os mares verdes do Brasil!

Quanta saudade nos traz a volta
À nossa Pátria do coração,
Dada por finda nossa derrota,
Temos cumprida nossa missão.

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Hino dos Aviadores Brasileiros

Marcha
Letra: Capitão Armando Serra de Menezes
Música: Tenente João Nascimento

 
Vamos filhos altivos dos ares
Nosso vôo ousado alçar,
Sobre campos, cidades e mares,
Vamos nuvens e céus enfrentar.

D`astro-rei desafiamos nos cimos,
Bandeirantes audazes do azul
Às estrelas, de noite subimos,
Para orar ao Cruzeiro do Sul.

Contato! Companheiros!
Ao vento, sobranceiros,
Lancemos o rancar
Da hélice a girar.

Mas se explode o corisco no espaço
Ou a metr4alhadora na guerra rugir,
Cavalheiro do século do aço
Não nos faz o perigo fugir.

Não importa a tocaia da morte
Pois que a Pátria, dos céus no altar
Semper erguemos de ânimo forte,
O holocausto da vida, a voar.

Contato! Companheiros!
Ao vento, sobranceiros,
Lancemos o roncar
Da hélice a girar.

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