| Esta música, fui eu que compus. Para ela também fiz uma letra, a qual pode ser vista nesta página. Longe me vai o desejo de igualar-me aos grandes compositores e poetas brasileiros; todavia, espero sinceramente que gostem deste chorinho inédito. |
Nesta página, você encontrá letras de muitas músicas brasileiras. Algumas delas são muito conhecidas, outras nem tanto. Optei por colocar letras de antigas serestas, características de meu estado, Minas Gerais, embora eu pretenda ainda escrever letras de vários tipos de músicas tradicionais do cancioneiro popular brasileiro, tão rico e vasto.
Espero que aproveitem este pequeno conjunto de letras. Meu desejo é ter muitas outras entre as que agora estão aqui. Ficaria, inclusive, muito agradecido pelas letras que recebesse de visitantes interessados em divulgar um pouco mais nossas músicas e cantigas populares.
Escolha uma dentre as letras abaixo, clicando sobre o seu link:
Eu Sonhei que tu Estavas tão Linda
Hino dos Aviadores Brasileiros
Saudade de Você
Chorinho
Silvio Caldas/Billy Blanco
Cabelos Brancos
Chorinho
Marino Pinto e Herivelto Martins
Amar Sem Ter Amado
Valsa
Zequinha de Abreu/Nero Demosthenes
Sei que amar,
É sofrimento é dissabor,
É viver num penar,
Todo cheio de dor,
Tem certeza, mas é melhor,
Do que morrer e não ter amado.
Não gozar do encantado sabor,
Deste sonhar olhado.
Ò Deus quanto é belo,
Dar o nosso beijo,
De sublime anhelo,
Que doçura que isso tem
Mas quanto é tristonho,
Não ter este sonho,
E enfim, terminar,
Sem poder amar.
Intervalo:
Sei que amar,
É sofrimento é dissabor,
É viver num penar,
Todo cheio de dor,
Tem certeza, mas é melhor,
Do que morrer e não ter amado.
Não gozar do encantado sabor,
Deste sonhar olhado.
Foi uma Pedra que Rolou
Chorinho
Sílvio Caldas/Pedro Caetano
Me levavas jurando ter grande afeiçao por mim
Tu foste embora me deixando triste assim
Isto é cruel, meu Deus do Céu,
Isto é demais, isto é pecado,
E não se deixa um homem assim
abandonado.
Eu que era crente e digo o mesmo prá você,
estou desiludido.
Destruiste o castelo,
Tão bonito que eu havia construído
Tens um coração de pedra,
falsidade igual ä tua ainda não vi,
Vou viver te maldizendo,
E maldizendo o dia em que te conheci,
Foi uma pedra que rolou da ribanceira
da desilusão.
E redundou, e redundou na causa morte,
Do meu pobre, do meu pobre coração,
E eu que já pensava ter um pedacinho
Pequenino de felicidade.
Vi tudo desmoronado,
E destruído pela tua falsidade.
Me levava jurando ter grande afeição por mim
Tu foste embora me deixando triste assim
Is é cruel, meu Deus do Céu isto é demais,
Is é pecado, e não se deixa um homem assim
abandonado.
intervalo:
Foi uma pedra que rolou da ribanceira
da desilusão.
E redundou, e redundou na causa morte,
Do meu pobre, do meu pobre coração,
E eu que já pensava ter um pedacinho
Pequenino de felicidade.
Vi tudo desmoronado,
E destruído pela tua falsidade.
Me levava jurando ter grande afeição por mim
Tu foste embora me deixando triste assim
Is é cruel, meu Deus do Céu isto é demais,
Is é pecado, e não se deixa um homem assim
abandonado.
Agora "Ahora"
Dó menor
Bolero
Dom Fabian
Agora,
Que somos um para o outro,
Estamos,
Em corpo e alma unidos.
Quizera,
Que tu soubesses querida,
Que agora,
És tudo na minha vida.
Te juro,
Compartilhando esta sorte.
Tão juntos,
Como a vida e a morte.
Agora,
Que somos um para o outro.
Estamos,
Em corpo e alma, unidos.
Te juro...
Compartilhando esta sorte.
Tão juntos,
Como a vida e a morte.
Agora,
Que somos um para o outro
Estamos,
Em corpo e alma unidos.
A Praça
Marcha
Carlos Imperial
Pic-Nic Trágico
Germano bonencase/Gomes de Almeida
Adeus querida, meu supremo amor,
Foste tu que me abriste a ferida,
Sufocou o meu peito de dor.
E aquele pranto de despedida,
Destruiu a todo o encanto,
Do sol de minha vida.
Hei de sofrer, talvez,
Por muito tempo, em vão,
Até chegar a vez,
De me expandir assim,
Aqui nesta oração,
Na dor de um triste adeus.
Contrito aos olhos teus,
Roubarei teu perdão para mim.
Ó Não me negues, bem,
Ouvi teu trovador,
Que de saudoso tem,
O teu ferino amor,
Se no meu leito, a morte,
Quiser levar-me algum dia,
Vive em quem não suporte,
A cruz nefasta, desta agonia.
Adeus querida, meu supremo amor,
Foste tu que me abriste a ferida,
Sufocou o meu peito de dor.
E aquele pranto de despedida,
Destruiu a todo o encanto,
Do sol de minha vida.
Amor Imortal
Zequinha de Abreu e João de Barros
Ai, quem me dera sentir
De novo o teu olhar,
Brilhando sem intervir
O teu doce,
Olhar que me faz rir,
Abrindo-me o porvir,
Fazendo-me gozar.
Toda aventura que mora,
No teu olhar cintilante,
Vem da tristeza que mora,
No peito meu todo instante
Vivo assim a desventura,
E o coração sempre diz,
Que este amor que hoje assim me tortura,
É o que me faz feliz.
Dize-me um instante só na vida,
Mente, mas dize-me por favor,
Que ainda vive querida,
O nosso imenso amor, o nosso imenso amor.
Mente, um só instante ainda,
Mente, mas tarde o ideal,
A ilusão doce vida,
De um amor imortal
Intervalo:
Vivo assim a desventura,
E o coração sempre diz,
Que este amor que hoje assim me tortura,
É o que me faz feliz.
Dileta
Candido das Neves
Nesta noite prateada,
Minha terna e doce amada,
A chamar-te insinua,
Nos acordes desta lira,
Que de amor geme e suspira,
Ante o arvor meigo da lua.
No rendado da neblina,
Mais parece uma cortina,
De uma festa de noivado,
A lua é a noiva bela,
Recostada na janela,
De um palácio constelado.
Desperta,
Vem matar o meu desejo,
A minhalma vaga incerta,
À procura do teu beijo,
Dileta,
Tu, formosa, e eu, poéta,
Quero por nos tristes versos meus,
As linhas dos beijos teus.
Intervalo:
Desperta,
Vem matar o meu desejo,
A minhalma vaga incerta,
À procura do teu beijo,
Dileta,
Tu, formosa e eu, poéta,
Quero por nos tristes versos meus,
As linhas dos beijos teus.
Longe dos Olhos
Zequinha de Abreu e Salvador José de Moraes
Ente em que minhalma crê,
Farol dos meus vis olhos,
Minhalma a tua vê,
Lá mesmo longe dos olhos,
Longe bem longe de mim
Ai! quem me dera sentir,
De novo o teu olhar,
Brilhando sem intervir,
O teu doce olhar que me faz sorrir,
Abrindo-me o porvir,
Fazendo-me gosar.
Longe, longe dos olhos,
Perto do coração,
Tu és um vivo e eterno clarão,
Que domina a sorrir meus vís olhos,
Intervalo:
Ente em que minhalma crê,
Farol dos meus vis olhos,
Minhalma a tua vê,
Lá mesmo longe dos olhos,
Longe bem longe de mim
Ai! quem me dera sentir,
De novo o teu olhar,
Brilhando sem intervir,
O teu doce olhar que me faz sorrir,
Abrindo-me o porvir,
Fazendo-me gosar.
Mentirosa
Paraguassu
Ao te ver a vez primeira,
Com este olhar de feiticeira,
A minhalma se perdeu,
Logo então vagou incerta,
No delírio desta festa,
Nosso amor se converteu.
Foi num beijo verdadeiro,
Que trocamos, o primeiro,
A selar o nosso amor,
E depois desse momento,
Só me deste de tormento,
Me tornaste um sofredor.
Mentirosa,
Enganaste a minha vida,
Tua injúria,
Inda sangra-me a ferida,
Mentirosa,
No partir das minhas dores,
Maldirei os teus amores,
Que fizeram-me sofrer.
Invervalo:
E depois deste momento,
Para um outro te entregaste,
Com volúpia e destemor,
Esquecendo o juramento,
Que fizeste monumento,
Junto ao pé do Redentor.
Quis odiar-te mas nao pude,
Suportei o golpe rude,
Que me deste sem piedade,
Fui seguindo o meu caminho,
Fui-me embora sem carinho,
Sou feliz sem ter saudade.
Mentirosa,
Enganaste a minha vida,
Tua injúria,
Inda sangra-me a ferida,
Mentirosa,
No partir das minhas dores,
Maldirei os teus amores,
Que fizeram-me sofrer.
Meu Último Luar
Waldemar Henrique
Se tu não vens,
Sabendo que te espero,
Morrendo a suspirar por ti,
Andam lírios rezando ao luar,
É minhalma que os manda rezar,
E tu nao vens,
Talvez pressagiando,
Que a vida vai findando em mim
Preferiste teu beijo guardar,
Para quem melhor te pudesse beijar.
Sinto-me morrer nesta desilusão,
Deixando em meu jardim,
Os lírios a rezar.
É o maior consolo do meu coração,
Morrer assim, aos poucos,
Perante a luz deste luar.
Há no meu olhar,
Um mórbido langor, a nevoar,
Morro sem teu beijo, amor.
Intervalo:
Se tu não vens,
Sabendo que te espero,
Morrendo a suspirar por ti,
Andam lírios rezando ao luar,
É minhalma que os manda rezar,
E tu nao vens,
Talvez pressagiando,
Que a vida vai findando em mim
Preferiste teu beijo guardar,
Para quem melhor te pudesse beijar.
Sinto-me morrer nesta desilusão,
Deixando em meu jardim,
Os lírios a rezar.
É o maior consolo do meu coração,
Morrer assim, aos poucos,
Perante a luz deste luar.
Há no meu olhar,
Um mórbido langor, a nevoar,
Morro sem teu beijo, amor.
Não me sais do Pensamento
Arnaldo Meirelles e Moacir Braga
Um mundo de alegria eu trago no meu coração,
Nos olhos, nostalgina, nos lábios secos, uma canção,
Em cada canto, encontro encanto,deslumbramento,
Jamais a tua imagem me sai do pensamento.
Recordo com saudade, os dias de felicidade,
Que passei ao teu lado despreocupado a cantar,
Hoje me anima a esperança de voltar,
De novo o teu sorriso contemplar.
Horas inteiras passo fitando o teu retrato,
Iluminado pela luz do teu olhar,
Que não se cansa nem esmorece,
Porque uma prece animadora,
Consoladora, nos meus lábios vive a bailar.
Não sinto o tempo que tu passas zombando,
Extasiado eu vou vivendo sempre contente,
Pois a tua imagem escultural,
Com seu fulgor, e de presente,
Não sai da mente, ó meu amor.
Intervalo:
Recordo com saudade, os dias de felicidade,
Que passei ao teu lado despreocupado a cantar,
Hoje me anima a esperança de voltar,
De novo o teu sorriso contemplar.
Nunca Mais
Paraguassu
Nunca mais um beijo meu terás,
Nunca mais ó nunca mais,
Jurei matar esta cruel paixão fatal,
Que me tem feito tanto mal.
Eu não quero mais o teu amor,
Que tornou-me um sofredor,
Ensinou-me por maldade,
A sofrer tanta saudade,
Tanta mágoa e tanta dor.
Declamado:
E por tudo o quanto já sofri,
Pelos versos que te dei,
Adorar-te para sempre, ouvís,
Mas fizeste-me infeliz,
Porque nao tens dó de mim.
Há de chorar,
Ai! como eu chorei,
Quando souberes amar,
Como eu amei.
Há de sentir,
Como é negro o meu sofrer,
Pois quem ama nao descansa,
Até morrer.
Intervalo:
Também juro que hei de me vingar,
Hei de ti fazer chorar,
Há de sentir a dor de uma cruel paixão,
Até sangrar o coração,
E depois eu hei de perseguir,
O teu martírio atróz, a rir,
Hei de ver que tua mágoa,
De teus olhos rasos d água,
Eu também te sei ferir.
Há de chorar,
Ai! como eu chorei,
Quando souberes amar,
Como eu amei.
Há de sentir,
Como é negro o meu sofrer,
Pois quem ama nao descansa,
Até morrer.
Remorso Tardio
Ângelo Taverna e Osvaldo de Barros
Nestas noite sem luar,
Sinto a negra solidão,
Eu, saudoso seresteiro,
Me ponho a cantar,
Com ternura e com amor,
Pois já foi meu teu coração,
Não posso me conter,ao ver
Eu sinto ao longe um clarão
A apoiar e a resplender,
O céu,
O remorso me envolve como um
tenebroso véu.
Quando lentamente, a noite desce,
sobre a Terra eu sinto,
Algo bem feliz,
Que vem ferir meu coração.
Um não sei que prá castigar,
Pelo mal que te causei
E que me fez sofrer assim, sofrer por meu desdém
Meu bem mereço-lhe agora eu quero
arrependido implorar
Eu imploro teu perdão, porém,
Sem esperança pois,
Sei bem que tens razão.
Se hoje em serenata eu choro,
O meu penar pelo que fiz,
Sei que é tarde, deploro, então,
Por não te fazer feliz
Intervalo:
Quando lentamente, a noite desce,
sobre a Terra eu sinto,
Algo bem feliz,
Que vem ferir meu coração.
Um não sei que prá castigar,
Pelo mal que te causei
E que me fez sofrer assim, sofrer por meu desdém
Meu bem mereço-lhe agora eu quero
arrependido implorar.
Eu imploro teu perdão, porém,
Sem esperança pois,
Sei bem que tens razão.
Se hoje em serenata eu choro,
O meu penar pelo que fiz,
Sei que é tarde, deploro, então,
Por não te fazer feliz.
A Barca "La Barca"
Dó menor
Bolero
Roberto Cantoral
Sei que vais partir mas, não te esqueço
Tu, que da minha vida és a razão
Estou perdido de amor, porisso padeço
Por um capricho do teu coração
Soubeste cativar meus sentimentos
Me deste o amor que eu sonhei
Terminaram para mim os sofrimentos
Desde a primeira noite em que te amei
Hoje, minha tristeza e amargura
Porque tua barca vai partir
Vais singrar outros mares de loucura
Nem tudo que seduz nos faz sorrir
Quando a luz que está brilhando for se apagando
E decidas, cançada de vagar
Lembra-te que daqui estarei esperando
Para que tu decidas regressar
Voltar na segunda estrofe até ao fim
Algum Dia te Direi
Valsa
Felisberto Martins-Cristovão de Alencar
Eu tenho um segredo pra ti revelar
Desde a primeira vez que ti vi
Mas eu nao sei confessar
tudo o que sinto por ti
Algum dia eu direi
que ti amo com fervor
e que nao sei viver sem teu amor
Algum dia eu direi
ao beijar os labios seus
nunca mais tu fugirás dos braços meus, meu amor
Nesse dia me dirás
apertando minha mão
é teu amor ,só teu, meu coração
Algum dia eu direi
ao beijar os lábios teus
nunca mais tu fugirás dos braços meus, meu amor
nesse dia me dirás
apertando minha mão
é teu amor, só teu, meu coração.
Quem foi?
Chorinho
Carlos Galhardo
Quem foi que causou todo o mal que nos aconteceu?
Eu peço, eu rogo, eu imploro a Deus sem temer
e castigue quem faça sofrer um de nós que errou
ou não me peças perdão,
para mim foi cruel a traição
Ferido de morte está meu coração.
Eu peço, eu rogo, eu imploro a Deus sem temer
e castigue, quem faça sofrer o que mais que errou.
Você mulher, prevaricou.
Não nega, eu não sou delator.
Respeita o meu sofrimento,
e não mente por favor.
Não nega, confessa,
você profanou nosso ninho de amor.
Peixe Vivo
Dó maior
Coreto Diamantinense
Tradicional
Zum, zum, zum, lá no meio do mar.
É o vento que nos atrasa.
É o mar que nos atrapalha
Para no porto chegar.
Zum, zum zum, lá no meio do mar... {Bis
Como pode o peixo vivo
Viver fora d’água fria, {Bis
Como poderei viver,
Como poderei viver
Sem a tua, sem a tua, sem a tua companhia.
Os Pastores desta aldeia
Já me fazem zombaria {Bis
Por me ver andar chorando,
Por me ver andar chorando
Sem a tua, sem a tua,
Sem a tua companhi.
O Rio de São Francisco
Corre de noite e de dia {Bis
Só o tempo é que não corre,
Só o tempo é que não corre,
Sem a tua, sem a tua, sem a tua companhia.
Zum, zum, zum, lá no meio do mar {Bis
Pálida Morena
Canção
Freire Júnior
Pensei que fosses, minha, oh ilusão,
julguei me pertencer teu coração
momentos de prazer e felicidade
eu queria sonhar na realidade.
Oh sonho de ilusão que se desfaz
aquela de olhos meigos e tão tristonhos,
mulher é uma mulher igual às mais.
A pálida morena dos meus sonhos.
Adeus, não quero ver-te nunca mais.
Os teus ohos me ferem, são punhais.
Teu beijo é um veneno de tortura
e manda um mortal pra sepultura.
Porém, triste consolo de paixão
ninguém conquistará teu coração.
Tu dás o teu amor a quem quiseres
e a quem quiser o teu amor, mulher...
Lágrimas D'alma
Bolero
Boni, Vila Señor
Por isso quando chove me invadem as lembranças.
Me cubro e desespero da horrível escuridão
e as lágrimas d'alma misturam-se com a chuva.
E a noite com o seu manto me traz recordação.
E assim inconsciente, meu pensamento implora
que nosso céu clareie e volte a ser feliz.
Depois de um dia chuvoso,
o céu todo escurece.
Neste instante começa minhalma a padecer.
Recordo aquela tarde a nossa despedida,
por ser um dia como este nunca pude esquecer.
Por isso quando chove me invadem as lembranças.
Me cubro e desespero da horrível escuridão
e as lágrimas d'alma misturam-se com a chuva.
E a noite com o seu manto me traz recordação.{bis}
Outras Mulheres
Wilson Baptista e Jorge da Costa
Interpretação: Carlos Galhardo
É por causa de vocês, outras mulheres,
Que ela já não é a mesma para mim,
Não, Não!
É por causa de vocês, outras mulheres,
Que eu e ela já chegamos ao fim...
Vocês me fizeram leviano,
Vocês me ajudaram a fracassar...
É por causa de vocês, outras mulheres,
Que ela vai me abandonar...
Sempre quiz as nossas contas,
Sempre fui um leviano,
E a coitada padeceu...
De joelho imploro,
Vocês devem, me esquecer...
Sem vocês eu vivo, outras mulheres!
Mas, sem ela, não posso viver!
(bis, até "abandonar")
(intervalo tocado)
canta-se de novo, do princípio até "abandonar"
Tocado, e finalizaçao.
Receita
Samba Canção
Ataulpho Alves e J.B. Filho
Interpretação: Carlos Galhardo
Um lápis,
Um pedaço de papel,
Uma saudade cruel,
Um coração, cheio de paixão,
Batendo,
Por alguém que a gente adora,
Alguém,
Por quem a gente chora,
Assim, nasce um samba-canção.
Com esses quatro elementos principais,
Vem as trilhas, quase sempre naturais,
E, juntamente, bem suave melodia,
E a gente canta, com cadência e harmonia.
Um coração, faz o cérebro sonhar,
E a imagem ressurgir em nosso olhar,
E a gente canta, em um samba sem valor,
A dolorosa e triste história deste amor.
Côro: (primeira estrofe)
Um lápis, um pedaço de papel,
Uma saudade cruel,
Um coração, cheio de paixão,
Batendo,
Por alguém que a gente adora,
Alguém,
Por quem a gente chora,
Assim, nasce um samba-canção.
Terra Seca
Samba Canção
Ari Barroso
Interpretação: Noite Ilustrada
Argumento
Samba Canção
Adelino Moreira
A Saudade
Samba Canção
João de Barro
Antônio Almeida
A Você
Valsa
Ataulfo Alves
Aldo Cabral
(Refrão)
Em você,
eu encontrei, querida,
a realização,
do que sonhei na vida...
Em você,
Na expressão da verdade,
És minha apoteose
de felicidade.
Seu olhar me fascina
Seu falar domina,
Seu sorriso é um sorriso de santa...
Seu andar macio nos encanta,
Nas linhas do seu corpo, um perfume de amor
Embriagador...
Em que você pra mim,
É encarnação,
Desta canção.
Voltar ao refrão
Eu não existo sem você
Samba Canção
Antônio Carlos Jobim e
Vinícios de Morais
Amo-te Muito
Dó maior
Canção
João Chaves
Amo-te muito, como as flores amam
O frio orvalho que o infinito chora.
Amo-te como o sabiá da praia
Ama a sangüínea e deslumbrante aurora.
Oh! Não te esqueças que te amo assim.
Oh! Não te esqueças nunca mais de mim.
Amo-te muito como a onda à praia
e a praia à onda, que a vem beijar...
Amo-te tanto como a branca pérola
Ama as entranhas do infinito mar.
Amo-te muito, como a brisa aos campos
e o bardo à lua derramando luz.
Amo-te tanto quanto amo o gozo
e Cristo amou ardentemente a cruz.
As Rosas não Falam
Mi menor
Samba-canção
Cartola
Bate outra vez,
Chalana
Fá maior
Guarânia
Mário Zan
Arlindo Pinto
Lá vai a chalana, bem longe se vai,
E, assim, ela se foi,
Nem de mim se despediu.
A chalana vai sumindo,
Lá na curva do rio.
E, se ela vai magoada,
Eu bem sei que tem razão,
Fui ingrato e feri
O seu pobre coração.
Chuá-Chuá
Pedro de sá e Ary Machado
Deixa a cidade, formosa morena,
E a fonte a cantá,
Chuá, chuá.
E as água a corrê,
Chuê, chuê.
Parece que alguém,
Que cheio de mágua,
Deixasse que há de
Dizer a saudade,
No meio das água,
Rolando também.
A lua branca de luz prateada
Faz a jornada,
No alto dos céus,
Como se fosse uma sombra
Altaneira
Da cachoeira,
Fazendo escarcéus.
Quando a luz lá na altura distante,
Loira ofegante,
Na ponte a cair,
Dá-me essa trova que o pinho
Descerra,
Que eu volto pra serra,
Que eu quero partir.
E a fonte a cantá...
É a Ti Flor do Céu
Esta modinha: "É a ti flor do céu", gerou, em 1969, uma "guerra" entre o Serro, Santa Luzia, Diamantina e Montes Claros, cada cidade desejando ser a sua "Terra Natal". Ganhou Diamantina, berço de Teodomiro Alves Pereira e Modesto A. Ferreira, seus autores. Na época, a "guerra" teve repercussão nacional, ajudando a imortalizar mais ainda esta melodia.
Mi maior
Modinha
Teodomiro Alves Pereira
Modesto A. Ferreira
É a ti flor do céu que me refiro
Ó dias de risonhas primaveras,
Ó noites de luar que eu tanto amei,
Ó tardes de verão, ditosa era,
Em que junto de ti amor gozei.
Não te esqueças de mim, por piedade,
Um só dia, um só instante,
Um só momento.
Não me lembro de ti
Sem Ter saudade,
Nem me podes fugir
Do pensamento.
Quem me dera
Outra vez esse passado.
Essa era ditosa em que vivi.
Quantas vezes na lira debruçado,
Cantando em teu colo adormeci.
Elvira Escuta
Mi maior
(tradicional)
Canção
José Marcelo de Andrade
Eu Sonhei que tu Estavas tão Linda
Lá maior
Valsa
Lamartine Babo e Francisco Mattoso
Fascinação
Lá maior
Valsa
F. D. Marchetti e M. de Feraudy
Versão: Armando Louzada
Felicidade
Lá maior
Toada
Lupicínio Rodrigues
Fiz a Cama na Varanda
Sol maior
Xote
Dilu Mello e Ovídio Chaves
Tantum Ergo
Canto Gregoriano
Letra Tradicional
Saudade de Nova Era
Lá menor
Valsa
Antônio Walter
Lembro de ti Nova Era
De um tempo bom que passou
De uma infinda saudade
Dentro em meu peito ficou.
A capalinha no alto
Nos faz lembrar São José
Traz Novas Eras pra vida
E Também Novas Eras de fé.
Tenho um sincero desejo
De um dia poder te rever
E então te dizer entre beijos
Sou feliz, posso agora morrer.
Adeus São José da Lagoa
Terra de gente boa
A aaudade é demais.
Tu és uma estrela encantada
Em noite enluarada
No céus de Minas Gerais.
Um Cavaquinho na Madrugada
Lá menor
Chorinho
Geraldo Magela Pereira (sou eu mesmo!)
Os seresteiros,
quando chega a madrugada
se reúnem na calçada
e cantam versos ao luar...
E o cavaquinho,
dá começo à batucada,
acordando a bem-amada,
com vontade de dançar!
Cai o sereno,
Sobre as cordas afinadas,
e até mesmo a passarada,
erra as horas para escutar...
E da janela, a morena apaixonada,
ouve a turma da calçada,
com desejos no olhar!
Na madrugada,
o luar tem poesia!
O seresteiro não tem hora pra chegar,
ninguém se importa, se começa um novo dia,
pois qualquer hora, é hora boa pra cantar!
E um chorinho bem gostoso é dedilhado,
E o povo todo chega perto pra olhar,
A pinga boa quima o peito da moçada,
A fuzarca vira a noite, até o dia clarear.
Hino da Independência
Marcha
Letra: Evaristo Ferreira de Freitas
Música: D. Pedro I
|
Já podeis, da Pátria filhos Ver contente a Mãe gentil: Já raiou a Liberdade No horizonte do Brasil.
Brava gente brasileira,
Os grilhões que nos forjavam
Brava gente brasileira,
O Real Herdeiro Augusto
Brava gente brasileira, |
Revoavam sombras tristes, Da cruel guerra civil, Mas fugiram apressados Vendo o anjo do Brasil.
Brava gente brasileira,
Mal soou na serra ao longe,
Brava gente brasileira,
Filhos, clamam, caros filhos,
Brava gente brasileira, |
Não temais ímpias falanges, Que apresentam face hostil; Vossos peitos, vossos braços São muralhas do Brasil.
Brava gente brasileira,
Mostra Pedro a vossa frente
Brava gente brasileira,
Parabéns, ó brasileiros,
Brava gente brasileira, |
Canção do Exército
Marcha
Letra: Capitão Cassulo de Melo
Música: Major Alberto Augusto Martins e P. de Magalhães
|
nós somos da Pátria a guarda Fiéis soldados, Por ela amados. Nas cores de nossa farda Rebrilha a glória, Fulge a vitória.
Em nosso valor se encerra
A paz queremos com fervor,
Como é sublime |
E quando a nação querida, Frente ao inimigo, Correr perigo, Se dermos por ela a vida Rebrilha a glória, Fulge a vitória.
Assim ao Brasil faremos
A paz queremos com fervor,
Como é sublime
Amor febril |
Cisne Branco (Canção do Marinheiro)
Marcha
Letra: Benedito Xavier de Macedo
Música: Antônio do Espírito Santo
Qual cisne branco em noite de lua
Vai deslizando num lago azul,
O meu navio também flutua
Nos verdes mares, de norte a sul.
Linda galera que em noite apagada
Vai navegando num mar imenso,
Nos traz saudades da terra amada
Da Pátria minha em que tanto penso.
Qual linda graça
Que aí vai cruzando os ares,
Vai navegando
Sob um belo céu de anil,
A minha galera
Também vai cruzando os mares;
Os verdes mares,
Os mares verdes do Brasil!
Quanta saudade nos traz a volta
À nossa Pátria do coração,
Dada por finda nossa derrota,
Temos cumprida nossa missão.
Hino dos Aviadores Brasileiros
Marcha
Letra: Capitão Armando Serra de Menezes
Música: Tenente João Nascimento
Vamos filhos altivos dos ares
Nosso vôo ousado alçar,
Sobre campos, cidades e mares,
Vamos nuvens e céus enfrentar.
D`astro-rei desafiamos nos cimos,
Bandeirantes audazes do azul
Às estrelas, de noite subimos,
Para orar ao Cruzeiro do Sul.
Contato! Companheiros!
Ao vento, sobranceiros,
Lancemos o rancar
Da hélice a girar.
Mas se explode o corisco no espaço
Ou a metr4alhadora na guerra rugir,
Cavalheiro do século do aço
Não nos faz o perigo fugir.
Não importa a tocaia da morte
Pois que a Pátria, dos céus no altar
Semper erguemos de ânimo forte,
O holocausto da vida, a voar.
Contato! Companheiros!
Ao vento, sobranceiros,
Lancemos o roncar
Da hélice a girar.